sábado, 17 de novembro de 2012

COMO CONTAR A FAMÍLIA QUE SOU GAY?


''Estou com um problemão gente, sinto que já esta na hora de meus pais saberem que sou gay mais não tenho coragem de contar pois não sei como falar e não sei qual seria a reação deles com relação a mim, oque fazer?'''


Anônimo-SP
Pergunta enviada por e-mail

Obrigado pela pergunta. deixarei aqui não um manual de como você deverá se comportar frente a esta questão, cabe somente a ti contar ou não.... creio que sera doloroso  a seus pais, este artigo abaixo não é de minha autoria , postei as referencias no  pé do post. Será só para que reflita um pouco mais em sua decisão de contar, caso opte em não contar aconselho que conquiste sua independência ,estude,forme-se e assim  apos ter como se manter financeiramente a opinião dos outros pouco importará , não que estas  -  as opiniões e o preconceito não tenha um peso ''x'', - mas será muito menos  agressivo a você pois  poderá estar liberto em sua própria vida e não amarrado a vontades alheias.



A homofobia é penetrante demais para ser banida da nossa consciência com facilidade, sejamos homossexuais ou heterossexuais. Enquanto houver homofobia na nossa sociedade, qualquer homossexual e qualquer pai ou mãe ou irmão ou amigo de um homossexual terá alguns medos e preocupações bastante legítimos e reais.

A orientação sexual homossexual não é limitada a um tipo particular de pessoa. Homossexuais pertencem a todas as idades, classes sociais, culturais, raças, religiões e nacionalidades. Trabalham em todas as profissões. Moram em todos os lugares do país. São bilhões de pessoas e estão em toda parte.

Muitos cientistas acreditam que a Orientação Sexual seja moldada, na maioria das pessoas, nos primeiros anos de vida, através de complexas interações de fatores biológicos, psicológicos e sociais, variando de uma cultura para outra.

Cientistas descartam os fatores hormonais, genéticos ou congênitos, além de experiências vivenciais durante a infância. Estas interpretações e teorias científicas eram baseadas em medos, tabus e preconceitos.

Para a maioria das pessoas, a orientação sexual emerge no início da adolescência, antes mesmo de qualquer experiência sexual. Algumas pessoas relatam ter tentado, durante muitos anos, mudar a sua orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso.

A orientação sexual não é uma escolha. Por estas razões, os psicólogos não consideram que, para a maioria das pessoas, a orientação sexual seja uma escolha consciente, que possa ser voluntariamente mudada. Por isso, não se deve falar em “opção” ou “escolha sexual”, mas em “orientação sexual”.

O preconceito pelo homossexual baseia-se em esteriótipos preconcebidos, na ignorância ou em fundamentações religiosas homofóbicas.

Os esteriótipos nascem da ignorância e do preconceito.

As pessoas geralmente temem aquilo que não entendem, e odeiam aquilo que temem. Esta é a base do preconceito e, quando este preconceito é direcionado aos homossexuais, é chamado de “homofobia”.

Aprender o máximo que for possível sobre homossexualidade e ajudar a trazer esta discursão mais à tona em nossa sociedade é uma forma de apoiar o homossexual (o qual pode ser aquele que está bem próximo a você e você nem perceba: seu pai, sua mãe ou um de seus irmãos ou um amigo seu etc.). É o mascaramento da homossexualidade e o complô do silêncio que permitem que o preconceito e a discriminação sobrevivam.

Orientação Sexual é diferente de comportamento sexual, porque Orientação Sexual se refere a sentimentos e auto-identificação.

A Orientação Sexual é um componente da sexualidade humana complexo, indo além do comportamento sexual. A Orientação Sexual engloba sentimentos sexuais, sentimentos românticos, sentimentos emocionais, identidade social e identidade de gênero.

Nossa sociedade tem uma “pré-suposição heterossexual”. Nós somos educados – pela nossa família, pelas escolas, pelas religiões e pela imprensa – a achar que todo mundo é heterossexual, e nós somos freqüentemente influenciados a discriminar aqueles que não são. Esta “pré-suposição” somente agora começa a mudar.

Devido a esta “pré-suposição” e preconceito, muitas pessoas não começam a entender sua Orientação Sexual até chegarem à adolescência ou mesmo à idade adulta – e isso pode ser muito confuso.

Não é fácil uma pessoa descobrir se ela mesma é homossexual. O preconceito que existe na nossa sociedade pode fazer com que a própria pessoa queira esconder o que sente, até mesmo de si própria. E isso pode fazer com que a pessoa se sinta isolada e completamente sozinha.

Ninguém sabe exatamente de que forma é determinada a Orientação Sexual humana: por que alguns preferem o mesmo sexo, o oposto ou os dois. Muitos cientistas acham que é uma questão genética, biológica ou psicológica: a Orientação Sexual de uma pessoa pode ser estabelecida antes do nascimento ou nos primeiros anos da infância.

Ser homossexual não é apenas natural: é tão saudável quanto ser heterossexual.

Não há motivo de se interrogar por que uma pessoa é homossexual. Simplesmente, algumas pessoas são homossexuais e algumas pessoas são heterossexuais, da mesma forma como algumas pessoas têm olhos azuis e outras têm olhos castanhos. Não é algo que uma pessoa pode escolher ser ou não ser. É simplesmente mais uma parte do que a pessoa é.

Espero ter sido válido.
E-mail Adrianosilvaesouza@yahoo.com.br

Orientação Sexual e Homossexualidade. Texto original em inglês: S.J. Blommer, PFLAG/Denever – American Psychological Association. Adaptação: Marcelo Cerqueira. Salvador – BA – Fevereiro/2001.
• Kimeta Society, UNESCO.
• “Seja Você Mesmo”. Texto original: “Be Yourself”, PFLAG, Federation Parents of Lesbians anda Gays, Washington, 1995). Tradução: Inês Alfano/Adaptação: Marcelo Cerqueira. Maio/1996.
• Ministério da Saúde – Governo Federal do Brasil.
• “Nossos Filhos e Filhas”. Tradução de Inês Alfano. Adaptação de Marcelo Ferreira. Título original: “Our Daughters and Sons”. Parents of Lesbians and Gays. Washington, 1994.





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